O velho é velho de mais, cada vez que revirado vem aquele cheiro de guardado que no final revira o estomago e faz pensar no por que você foi mexer com o que estava no fundo de uma gaveta esquecido.
O inacabado rola por cima de uma mesa o tempo todo, você guarda, de repente pega de novo, constrói mais um pouquinho, derruba no chão quebra uma outra parte, guarda de novo, anda pela rua, alguma coisa faz lembrar dele, chega em casa e começa tudo de novo.
O novo é novo de mais, é divertido, algo diferente, mas é novo e na verdade você só tem porque achou bonitinho mesmo. Não tem nenhuma ligação, mas encantou seus olhos e você “têm”.
Todos eles preenchem uma ou outra necessidade superficial apenas de forma temporária. Não são úteis como você pensou que seriam. Apenas ocupam um espaço, tapam buracos, são como baldes em uma goteira, por um certo tempo até resolve, mas uma hora o balde enche e lá vai você, esvaziar ou trocar de balde. Mas o buraco ainda ta lá. E aí? Como faz?
O velho está acabado de mais, o inacabado, bom, vai ficar pela metade e claro o novo não foi feito para isso. E o que você realmente precisa, por que você não tem? Pelo visto é porque você perde muito do seu tempo com as coisas supérfluas que tem, é difícil se livrar de algo que você não tem certeza para o que serve, mas na sua cabeça aquilo pode ser útil um dia, e você guarda.
Então, não basta sair e comprar algo novo que encante os olhos, o novo nem sempre é o mais útil, lembra? Algo semi-novo talvez seja a solução. Loucura? Nem tanto. Pense, é inteiro, quase novo, mas já foi usado por alguém, tem alguma história, algum valor, lembre que é importante que esteja inteiro, ou que pelo menos complete algo que você já tenha. Comprar algo meio quebrado sem as peças certas para concertar não adianta. Tem que estar bem conservado ou vai acabar sendo mais um entulho inacabado.