E quem agradaria a maioria? Quem seria o rei da razão? Quem seria o dono da verdade?
Bom, não sei, e nem quero saber, prefiro passar as noites discutindo sobre música, livros e filmes ao ter que concordar com todos todo tempo e manter a mente fechada e programada a ter pré-conceitos dissimulados e indestrutíveis, com muros de concretos que impediriam atravessar a fronteira do novo, do desconhecido....
As notas de rodapé ou as músicas sem nome que meus olhos e ouvidos prestam atenção podem não agradar e quem sabe nem fazer sentido para os outros, mas eu, logo eu, não me dou por vencida pelas massas e pelo que me enfiam goela abaixo. Tapo meus ouvidos e não paro de arriscar, mesmo que apontem o dedo dizendo que sou o maior idiota do mundo.
É uma ironia ouvir que as pessoas preferem privar-se de experimentar algo novo, sem saber se é bom ou não, se faz bem ou não, apenas pelo fato de que a “moda” agora não é essa. A moda sempre foi e sempre vai ser clichê se você tiver um pouco de conhecimento cultural e intelectual para analisar com olhos críticos. Mas enfim, quem sou eu para fazer um drama sobre isso?
Como diria Lobão: “...agora sertanejo universitário? É o fim, o cara de classe universitária, que tem um nível universitário ainda tá com um gosto tão degenerescente no que tem ouvido em música para ouvir aquela bosta, oligofrênico, que é uma coisa de idiota. Aí você tem um monte de babaca, aí você vai e cria babaca. (…)o cara que tá ouvindo Luan Santana, tem uma cicatriz no cerebelo, você nunca mais vai se livrar dessa mazela.(…)” (concordo e assino embaixo 1000x se necessário)
Seria eu a errada por ser eclética e aceitar o diferente? O fora do padrão? O novo? Ou eu sou a maior idiota do mundo por tentar achar uma razão para tanta imbecilidade de pessoas culturalmente ignorantes?
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