E você sempre espera de mais, cria expectativas a partir do nada. Sem motivo, se fere sozinho. Acredita em todos os sorrisos, se deixa levar por pequenas atitudes.Em um todo, você sabe que não é perfeito, mas se envolve achando que está jogando com alguém e quer se divertir por um tempo. E você se sente dono do jogo.
Demonstrou as cartas que tinha, deu dicas do que estava em sua mão e esperou a jogada do outro.
E então suas projeções não tinham nada haver com as cartas que o outro tinha nas mãos. E caiu na mesa o curinga, o jogo virou.
Temos um novo vencedor, que, por sinal, já desfrutou do prêmio e se despede quebrando a banca.
Você perdeu seu próprio jogo.
E rindo, ou chorando, tu percebe que essa vida de jogatina não vale de nada se você entra na mesa com o coração, ao invés de um copo cheio de algo forte que te deixe perder a razão.
Você espera um novo parceiro, que esteja disponível para seu jogo sempre que precisar, mas nunca é assim. Tornou-se um péssimo perdedor.
Mudar as regras¿ Você está tentando enganar a quem¿ De tempos em tempos um novo jogador se senta, se diverte e sai do mesmo jeito.
O péssimo perdedor não admite suas derrotas, não percebe que esse jogo não é para você, mas não desiste.
Seu jogo pode ser terrível, mas pensa que pior é entrar no jogo de outra pessoa. Você não se permite a isso.
E aquele que não te demonstra ser jogador o suficiente, você tem medo. Não quer tirar de alguém o que tiraram de você.
E na vitrola o músico canta: "...Look what the day brought 'round Drunkards, vagabonds, and clowns...", e eu repito “...Olhe o que o dia trouxe a sua volta, bêbados, vagabundos e palhaços...”
É com eles que você se diverte, é com eles que você se fere. Seu jogo, seu vicio, sua vida em metáforas, em devaneios....
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